Transformações também desenvolvem pessoas
Há algumas semanas finalizamos a implantação de um novo ERP. Foi um processo desafiador, com questões técnicas, mudanças de rotina e diferentes níveis de engajamento ao longo do caminho.
Enquanto o sistema antigo ainda estava disponível, parte da equipe continuava priorizando atividades conhecidas e mais operacionais. Todos permaneciam ocupados, mas nem sempre com aquilo que mais contribuiria para a transformação. Isso não acontece necessariamente por uma escolha racional. O conhecido traz segurança e mudar exige aprender novamente coisas que já dominávamos.
Em determinado momento, desligamos completamente o sistema antigo.
As mesmas pessoas que estavam tensas começaram a explorar o novo ERP, descobrir recursos, testar possibilidades e perceber que algumas atividades poderiam ser realizadas de forma muito melhor. Aos poucos, começaram a aparecer ganhos na rotina, novas informações para tomada de decisão e entregas de maior valor.
E começaram a aparecer sorrisos também.
Sorrisos de quem descobriu que conseguia fazer algo que antes parecia difícil. De quem passou por uma mudança, aprendeu e percebeu que agora possui um repertório que não tinha algumas semanas antes.
Implantar um novo sistema, redesenhar um processo ou mudar uma estrutura tem um resultado esperado. Mas, durante esse percurso, as pessoas aprendem, resolvem problemas, desenvolvem novas competências e passam a enxergar possibilidades que antes não enxergavam.
É por isso que uma transformação não deveria ser avaliada somente pelo cumprimento do cronograma ou pela entrada de uma nova ferramenta em operação.
Também importa observar o que a organização aprendeu e aquilo que agora consegue fazer melhor.
No nosso caso, implantamos um ERP. Mas também terminamos esse processo com pessoas mais preparadas, novos conhecimentos e uma capacidade de gestão que antes não existia.
Talvez esse seja um dos melhores retornos de uma transformação bem conduzida. A mudança termina, mas o aprendizado permanece.