Ver com os próprios olhos
Hoje fui à Comunidade do S, em Ribeirão Preto, para ajudar famílias a fazerem a inscrição de seus filhos no processo de bolsas de estudo do Colégio Camillo de Mattos, mantido e administrado pela Fundação Educandário.
Lá, conheci a Sofia. Ela estudou no Colégio Camillo de Mattos, mas precisou abandonar porque o pai não tinha condições de pagar o transporte. A Sofia sonha em voltar. Ouvi isso conversando com ela e com seu pai.
Existe uma expressão japonesa, Genchi Genbutsu, quer dizer algo como “vá ver com os próprios olhos”. A ideia é ir até o lugar, ver a situação e compreender as coisas como realmente são. Se eu não tivesse ido até lá, eu continuaria sabendo que transporte gratuito para alunos que moram em comunidades é importante. Mas não conheceria a Sofia. Não entenderia, com a mesma importância, como a ausência desse recurso pode interromper uma trajetória e dificultar a mobilidade social que a educação pode construir.
Em outra conversa, descobri que muitas pessoas da comunidade trabalham durante o dia e que o melhor horário para o plantão de inscrições é depois das 18h. Por isso, amanhã voltaremos lá após às 18h. Sem estar presente, dificilmente entenderia as coisas da mesma forma como entendi ao ver com os meus próprios olhos.